REFLEXÃ0

DESIGUALDADE NO BRASIL

Débora Böttcher

Formada em Letras, com especialização em Literatura Infantil e Produção de Textos. Participou do livro de coletâneas "Acaba Não, Mundo", do site "Crônica do Dia", onde escreveu por 10 anos. Publicou artigos em vários jornais. Trabalha com arte visual/mídias. Também administra o Portal Feminino Estilo [Mulher] 40 [www.estilo40.com]
Débora Böttcher

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DESIGUALDADERenato Meirelles é Sócio-diretor do Instituto Data Popular, instituto de pesquisa das Classes C, D e E no Brasil. Comunicólogo com MBA em gestão de negócios, é membro da comissão que estuda a nova classe média na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Em seu discurso, ele afirma ser “impossível entender o Brasil sem entender nossa posição no Brasil.”

E acrescenta: Eu sou homem. Eu sou Branco. Eu cresci em São Paulo. Sou a terceira geração de universitários da minha família. Sou um privilegiado. Isso não me faz melhor ou pior que ninguém, mas minha origem me faz ter muito mais oportunidades do que a grande maioria dos moradores de um país desigual como o nosso. Negar isso é não entender o Brasil. Negar isso é me iludir com o espelho. Mas, principalmente, negar isso é não enxergar como poderíamos ter uma sociedade mais próspera se todos os brasileiros tivessem tido as chances que tive.

(…) O maior desafio do Brasil é construir uma sociedade com igualdade de oportunidade. Infelizmente, muitas vezes o discurso fácil da meritocracia mascara o óbvio: não há meritocracia sem igualdade de oportunidades. Não existe mérito de quem larga 50 metros na frente. Culpar o pobre pela pobreza é como culpar o vítima pelo crime. Nada é mais perverso para o futuro do que a naturalização da desigualdade. É sobre isso que falamos. É esse Brasil que estudamos.”
 
O vídeo abaixo é de sua palestra para o TED, onde ele esclarece esses e outros tópicos que levam o Brasil a tanta desigualdade. Ele não fala de política ou corrupção, nem cita Governos e suas responsabilidades. Ele se apóia sobre nossa Sociedade – essa que quer mudanças, mas torce o nariz para os aeroportos cheios, a ascensão das empregadas domésticas, o novo poder de compra das classes C, D e E.
Uma de suas pesquisas mostra o incomodo da chamada elite brasileira:
58% acham que deveria ser obrigatório ter produtos para ricos e para pobres;
50% afirmam que frequentam apenas ambientes com pessoas do mesmo “nível social” que elas;
17% acham que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas de entrar em certos lugares;
26% são contra o metrô no bairro aonde moram, pois trazem pessoas indesejadas na região; apesar disso, acham lindo andar de metrô em NY;
17% acham que todo estabelecimento comercial deveria ter elevadores separados – para patrões e empregados.
    
E esses são os que admitem. 
 
Veja o vídeo – dezoito minutinhos  – para entender melhor sobre o que ele está falando.
 

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