REFLEXÃ0

ESSA TAL DEMOCRACIA

Débora Böttcher

Formada em Letras, com especialização em Literatura Infantil e Produção de Textos. Participou do livro de coletâneas "Acaba Não, Mundo", do site "Crônica do Dia", onde escreveu por 10 anos. Publicou artigos em vários jornais. Trabalha com arte visual/mídias. Também administra o Portal Feminino Estilo [Mulher] 40 [www.estilo40.com]
Débora Böttcher

Últimos posts por Débora Böttcher (exibir todos)

DemocraciaMesmo que na juventude eu tenha trabalhado como assessora de um político durante as eleições, entendo pouco de política. Nunca fui engajada em diretórios estudantis e passei a me interessar um pouco pelo assunto nos últimos 17 anos – por causa do meu marido, que é expert no tema.

Mas não precisa ser entendido pra saber que Democracia não significa ficar na janela, de pantufas e chinelos de couro, batendo panelas (devidamente lavadas por empregadas), xingando o Presidente.

É tão mais e diferente disso, que tal atitude passa longe de um protesto legítimo – parece mais pirraça de adultos que não cresceram. E fica pior ainda quando os que se deram a esse disparate, são os privilegiados da educação privada, dos apartamentos de mais de um milhão de reais – equivalente a quantas casas populares? -, das viagens constantes a NY – só pra citar algumas regalias.

Parece que uma sociedade cega pelo ódio está perdendo a noção de todos os seus valores – além de padecer de criatividade. Sim, porque fariam melhor se dialogassem sobre propostas diferentes para o País ao invés de convocarem barulho e quebradeira.

Aliás, sempre que penso nos que pedem impeachment atualmente, me pergunto se sabem o que efetivamente isso significa – ouço um monte de gente dizer que “dai o Aécio assume.” (?!) Vamos recordar: Michel Temer, o vice, e o PMDB no poder. E se ele, por maldade e acordos, renunciar… Eduardo Cunha no Palácio do Planalto – se puder assumir. Se não, temos Renan Calheiros na sucessão.

Acho que estamos carecendo de discernimento entre protesto justo e atitudes bizarras, expondo uma passionalidade que não cabe na política. Regredimos quando transformamos adversários políticos em inimigos – inclusive dividindo famílias e destruindo amizades. A raiva não cabe no processo democrático – e muito menos na construção do Brasil que todos desejamos.

Espalhe por aí...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Email this to someone
email

Débora Böttcher

Débora Böttcher

Formada em Letras, com especialização em Literatura Infantil e Produção de Textos. Participou do livro de coletâneas "Acaba Não, Mundo", do site "Crônica do Dia", onde escreveu por 10 anos. Publicou artigos em vários jornais. Trabalha com arte visual/mídias. Também administra o Portal Feminino Estilo [Mulher] 40 [www.estilo40.com]

Deixe um recado

Veja os livros que amamos em BABEL SHOP