REFLEXÃ0

GOD LOVES UGANDA

Deborah Brum

Artista Plástica com pós graduação em Arte Integrativa, atuou na área de Arte Educação Bienal. Atualmente, dedica-se a duas grandes paixões: filhos e literatura. Ministra oficinas infantis e juvenis e é mediadora do Clube do Livro da Granja Viana. Escreve também para a publicação digital/regional "Jornal D'Aqui".
Deborah Brum

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God-Loves-Uganda_02Outro dia, sem esperar, achei um documentário na Netflix: God loves Uganda. Curiosa pelo tema, resolvi assisti-lo – até porque, Uganda tornou-se famosa com o filme “O Último Rei da Escócia”, que retrata, através do olhar de um médico escocês, as atrocidades cometidas por um dos piores ditadores da história, Idi Amin.

A difícil situação de Uganda não é recente, mas marcada por um percurso de lutas, violência e exploração. Localizada na África Central, foi uma colônia britânica – por isso, além do suaílli como língua oficial, o inglês também é.

A população é formada por diferentes grupos étnicos e predominantemente cristã.

O documentário denuncia como evangélicos extremistas americanos, financiados pelas igrejas e governo dos Estados Unidos, evangelizam o povo de Uganda, pregando, em nome de Deus, ignorância, intolerância e ódio; homossexuais são perseguidos, mortos, condenados por leis feitas pelo homem, mas em nome de um deus.

Os missionários, jovens bonitos e bem nutridos, em nome de Deus, buscam emoções, aventuras em suas “jornadas de heróis” para obterem a salvação ou, quem sabe, a absolvição de seus pecados, enquanto um povo procura um deus para sobreviver.

Recentemente, em 2010, foram descobertas grandes reservas de petróleo na região. Será coisa de Deus?  Será que Deus estendeu sua mão misericordiosa aos ugandeses, finalmente?

Em nome de Deus, os americanos estendem suas mãos capitalistas ao petróleo, ao dinheiro, ao poder.

Em nome de Deus, mata-se.

Em nome de Deus, sofre-se.

Em nome de Deus, cala-se.

Em nome de Deus, já não se é.


God Loves Uganda,  documentário disponível no Netflix,  mostra a poderosa campanha evangélica feita na Uganda a fim de difundir entre os africanos os valores da Direita Cristã americana. O diretor acompanha a luta dos líderes religiosos dos dois países contra a imoralidade sexual e missionários que tentam convencer os moradores a seguir as leis bíblicas.

Assista ao trailler.


 

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Artista Plástica com pós graduação em Arte Integrativa, atuou na área de Arte Educação Bienal. Atualmente, dedica-se a duas grandes paixões: filhos e literatura. Ministra oficinas infantis e juvenis e é mediadora do Clube do Livro da Granja Viana. Escreve também para a publicação digital/regional "Jornal D'Aqui".

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