ARTE

NEO-CRIATIVIDADE: NOVAS FORMAS DE CRIAR

Heloísa Reis

Heloísa Reis

Artista de algumas modalidades e muitos interesses. Mora na Granja Viana e atua junto à sua comunidade em grupos de caráter sócio cultural e ecológico. Participa do Grupo ArteJunto e é colunista da publicação digital/regional Jornal D’Aqui.
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“Arte não é o que você vê, mas o que você faz os outros verem”.
Edgar Degas

Crescer internamente, construir ferramentas para  enfrentar um mundo em aceleração é tarefa para os educadores e … para isso não é raro ouvir-se as qualidades do uso da Arte e da Criatividade como facilitadores.

Neo, o personagem principal do filme Matrix – no finalzinho do século/ milênio passado – em 1999 –  nos faz sentir que o  mundo das máquinas e o advento da  cibernética podem estar  nos engolindo e, como se estivéssemos na goela de um dragão, sentimos  enorme impotência diante dessas novas engrenagens –  códigos e senhas  que parecem ser as únicas chaves para abrir caminhos.

neo

Perguntamo-nos: onde e como encontrar essas chaves?

No filme, os amigos Trinity e Morpheus vão à procura do Oráculo enquanto Neo negocia com as máquinas sempre enfrentando os replicantes agentes Smith. Sua jornada em busca das senhas e códigos não é fácil. E assim nos parece ser até hoje, 17 anos depois. Neo precisa pensar rápido, agir bravamente para sair das inúmeras armadilhas e situações perigosas em que se coloca. Toda a humanidade está em perigo…

“Édipo e a Esfinge” de Vulci. h. 460 a.C. Atribuído ao Édipo pintor. Museu do Vaticano, em Roma. Catalogo n.16.541.

“Édipo e a Esfinge” de Vulci. h. 460 a.C. Atribuído ao Édipo pintor. Museu do Vaticano, em Roma. Catalogo n.16.541.

Qualquer semelhança com o homem atual em sua jornada pela vida não é mera coincidência. A busca da Felicidade, o alcance do Cálice Sagrado, a chegada ao autoconhecimento, a aquisição da harmonia entre corpo e espírito, a realização pessoal, a integração social  todos são itens que estão na meta de todos nós.

E, como na Antiguidade  o povo de Tebas  recebeu a Esfinge como castigo por ter  desagradado aos deuses tendo que responder a seu enigma para não ser devorado, nós, meros mortais viventes, nesta contemporaneidade temos que – imitando Édipo – descobrir a resposta certa.

Contudo… ainda muito antes… as perguntas – sugeridas e incitadas pela Arte.

 

Heloísa Reis

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Artista de algumas modalidades e muitos interesses. Mora na Granja Viana e atua junto à sua comunidade em grupos de caráter sócio cultural e ecológico. Participa do Grupo ArteJunto e é colunista da publicação digital/regional Jornal D’Aqui.

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