MÚSICA

SE VOCÊ NÃO VAI AO SHOW DO JACK WHITE…

Carla Dias

Carla Dias

Autora de "Estopim", "As Asas da Borboleta", "Jardim de Agnes", "Os Estranhos" e "Azul", além de participação com contos e crônicas em mais quatro coletâneas - entre elas, "Acaba Não, Mundo", do site "Crônica do Dia", onde ainda escreve às quartas-feiras.Trabalha como Produtora de Eventos junto à baterista Vera Figueiredo [IBVF Produções]. Vive em São Paulo.
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Escrevo enquanto escuto High Ball Stepper, uma das onze faixas do disco Lazaretto, segundo da carreira solo de Jack White. Instrumental, pesada, fantástica.

E tentando ignorar o fato de que o músico está no Brasil.Eu não pertenço à safra de fãs que acompanhou a carreira da banda The White Stripes. Conheço pouco do material da banda, mas talvez um dia eu me acerte com isso. O fato é que ao escutar Hypocritical Kiss e Love Interruption, canções do primeiro disco do músico, Blunderbuss, meu interesse em Jack White foi de praticamente inexistente – quase que baseado somente na participação dele no filme Cold Mountain, do que na música – a eu me tornando fã de carteirinha do músico.

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Blunderbuss é dos meus discos preferidos. Bacana em um nível que agrada profundamente.

A sonoridade da música de Jack White é o que mais me encanta. Tem seu peso, mas também suas sutilezas. Ele é um talentoso guitarrista que escreve letras significativas, com quê melancólico que me agrada. E tem a voz, ela que combina muito bem com esse cenário singular no qual ele imprime seu fazer artístico.

Obviamente, Jack White esbanja personalidade. Às vezes, ele se parece mais com um personagem do que com uma pessoa real, o que não é raro no meio musical. A diferença é que o personagem dele é uma pessoa real e tanto.

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Lazaretto foi lançado em 2014, e ao contrário do que pensei – que depois de um disco tão bom quanto Blunderbuss seria difícil fazer melhor -, ele traz uma série de grandes canções. Apesar de achar Temporary Ground impecável, não consigo escolher uma canção preferida. Apeguei-me High Ball Stepper, o que ficou claro no começo do texto. E depois de escutar Alone In My Home: “I’m becoming a ghost/Becoming a ghost/So nobody can know me”, decidi que todas as canções de Blunderbuss e Lazaretto merecem caber na minha lista de preferidas, caírem no repeat do meu player e embalarem as minhas madrugadas insones.

Caso você não conheça, aconselho que experimente Jack White.

Carla Dias

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Autora de "Estopim", "As Asas da Borboleta", "Jardim de Agnes", "Os Estranhos" e "Azul", além de participação com contos e crônicas em mais quatro coletâneas - entre elas, "Acaba Não, Mundo", do site "Crônica do Dia", onde ainda escreve às quartas-feiras. Trabalha como Produtora de Eventos junto à baterista Vera Figueiredo [IBVF Produções]. Vive em São Paulo.

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